SE ERA A BALA DE PRATA, ENTÃO FALHOU

Eu tive que ler duas vezes para entender. Então, meu irmão está sendo acusado de prestar um serviço para um empresa com mais de 200 cliente, cujo dono tem uma outra empresa que, pelo que entendi, pegou empréstimo no banco Master, é isso? É tipo, o crime de conhecer o conhecido do conhecido?

O cara tem duas empresas, uma delas recebeu um empréstimo do master (qual o problema disso?) e a outra não. Flávio prestou serviço para a que não recebeu o empréstimo. Mas, segundo a mídia, o fato de prestar serviço para uma empresa, cujo dono é dono de outra empresa, que pegou um empréstimo do Master, é algo criminoso.

Com toda essa devassa fiscal ilegal e criminosa, que está sendo feita na vida do Flávio, só restou criar conexões das conexões de atos complementarmente legais para tentar criar uma áurea de suspeição onde não há nada de errado.

Claro, a turma da “direita”, que quer derrubar o Flavio, já embarcou na ladainha. Nenhuma surpresa!

Enfim, ao que parece, Flávio tinha que ter feito uma investigação em todos seu clientes, para saber se em algum momento da vida deles eles tiveram qualquer vínculo com Master. Novo modelo de KYC, o da futurologia investigativa. Flávio era obrigado a saber que o master cometia ilicitudes (quando nada era público) e precisava adivinhar se seus clientes já tiveram algum tipo de contato com o master, mesmo que lícito. Chega ser um negócio de doido.