Sobre a fala de Jones Manoel sobre Hamas e Israel:

1- Questionado sobre as violências sexuais que o Hamas fez contra a população israelense no 7 de Outubro, Jones disse que apoia "todas as formas de resistência do povo palestino" e que não é "sommelier de resistência".

2- Acho válido Jones pedir desculpas pela fala ou dizer que se arrependeu, mas dizer que não falou o que falou é absurdo.

3- Inclusive, a resposta de Jones foi quase toda uma forma de crítica de como Israel faz guerra. Assim, ele é sommelier de guerra, só não é sommelier de atos de organizações SUPOSTAMENTE anti-colonais.

4- O pior: essa própria ideia de que TUDO é válido pela "resistência contra o colonialismo" não é nem datada, é completamente errada mesmo. A comunidade internacional repudia atos de terror contra a população civil visando obrigar um governo a fazer ou deixar de fazer determinado ato.

5- "Ah, mas eu não considero o Hamas um grupo terrorista. Essa pecha é da burguesia, do imperialismo, de sei lá de quem." Ok, mas ainda assim o Hamas não pode fazer tudo. Não precisaria nem entrar na questão da violência sexual, que é bastante óbvia, mas os sequestros que ele fez naquele dia também são proibidos pela legislação internacional que regula Conflitos Armados Não Internacionais.

Não existe essa de não ser "sommelier de resistência".

Isso é passar pano para a barbárie.