Flávio Dino se manifesta em defesa de Moraes, do inquérito das Fake News e ESCULHAMBA Fachin.

É bizarro como Flávio Dino sempre parte de uma premissa ridiculamente simplista e/ou intelectualmente desonesta quando se manifesta politicamente.

Vamos ver o que Dino disse:

1- Dino questionou se seria possível a um julgador “prometer” o final de uma investigação “como se fosse um candidato ou para receber aplausos”.

Aqui é uma referência ao Fachin dizer que queria acabar com o inquérito das Fake News.

Ele pergunta se um julgador pode prometer o fim de uma investigação como se fosse um candidato ou para receber aplausos.

Engraçado que Dino não perguntou se um julgador pode participar do lançamento de política pública do governo e fazer discurso político.

Não pergunta justamente porque Moraes fez isso em dezembro de 2023, no lançamento do programa "Ruas Visíveis".

Moraes discursou em um evento do governo Lula e ouviu elogios, recebeu aplausos e gritos da platéia governista.

Dino nunca falou nada sobre isso.

2- Dino disse: “Antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é ‘tramitação longa’? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”

Qual prazo prescricional, Dino? De qual crime? Não sabe e não fala.

"Ah, mas um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é 'tramitação longa'?"

É jurisprudência pacífica do STF que SIM, um inquérito deve ser encerrado por tramitação longa.

Quem decide é o judiciário.

Gilmar Mendes, que É DO GRUPO DE MORAES, já encerrou inquéritos assim:

“A duração indefinida ou ilimitada do processo judicial afeta não só a ideia de proteção judicial efetiva, como também a proteção da dignidade da pessoa humana”, (Pet 13.304 - Rel. Gilmar Mendes)

Aquela personagem de moralizador das emendas parlamentares acabou, hein, Dino?

Restou só um juiz que quer salvar a pele do amiguinho, ainda que isso represente jogar sua própria biografia no lixo.