Minhas impressões sobre as eleições presidenciais:

1- Se não foi o resultado que você esperava, não se despolitize. É exatamente isso que seu adversário quer.

Junte os cacos, passe pelo luto e lute novamente.

2- A eleição sofreu interferência do Judiciário durante TODO o processo eleitoral. Exemplo: Será que Gilmar Mendes ter conseguido o feito de CANCELAR o debate da Globo do primeiro turno não interferiu na eleição?

3- O TSE tem que ser modificado. A campanha de Lula e a banda pode do STF atropelaram o tribunal eleitoral várias vezes, inclusive DURANTE a eleição. A ação "Reclamação Constitucional" foi usada para burlar a competência do TSE e levar casos diretamente para os ministros do STF aliados de Lula. Os casos de Garotinho, Deltan e etc., mostram que o tribunal pode confundir o eleitor e interferir(não regular) no pleito. No caso de Deltan, um ministro do TSE tentou tirar o candidato na VÉSPERA da eleição.

4- Lula venceu a eleição com mobilização popular, mas com atitudes e promessas que não devem ser toleradas durante o processo eleitoral. No meio desse processo eleitoral, o presidente literalmente prometeu distribuir dinheiro.

Vou repetir: durante um processo eleitoral, o presidente em exércicio disse que iria DISTRIBUIR cerca de R$ 5.000 MIL REAIS.

E os disparos de Whatsapp do Govbr? E o uso das estruturas públicas para fazer entrevistas, lives e etc?

O TSE vai ter coragem de julgar pedidos de abuso de poder económico e abuso de poder político contra o vitorioso de uma eleição presidencial? (Voltamos ao ponto 3.)

5- As eleições não terminaram. O PL, para consagrar sua estratégia sobre o Senado, tem que aumentar a sua base no Congresso via análise das contas e condutas dos adversários. Cada parafuso e cada entrevista deve ser analisada. Aliás, o PL tem que fazer uma EXTENSA campanha de filiação e fortalecimento do próprio partido, INCLUINDO MUDAR O PRESIDENTE.

6- O partido Novo tem uma janela de oportunidade. Muita gente rejeitou os dois candidatos, mas preferiu votar no candidato da esquerda. O Novo pode crescer nesse número, mas tem que fortalecer uma IDENTIDADE PRÓPRIA do partido.

7- O partido Missão me parece que foi completamente superestimado. A impressão é que as pesquisas refletiram mais a presença do candidato nas redes sociais do que a real intenção de voto dele.