A narrativa do dia na militância de redação: Flávio teria viajado no "avião do Vorcaro".

Meia-verdade. E meia-verdade serve justamente para fabricar equivalência.

Jato executivo no Brasil costuma ser comprado ou operado em cotas. Você compra um pedaço da aeronave, ou horas de uso.

O jato em questão tinha três cotistas. Uma era a Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio. Outra era o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio, que estava no voo com ele.

O casal Moraes voou do lado Vorcaro da história. Tanto que a investigação encontrou um contrato de R$ 50 milhões entre o Master e o escritório da esposa de Moraes prevendo pagamento parcial em cotas de aeronave, incluindo justamente a da empresa dona desse jato.

Uma coisa é pegar carona com um amigo cotista. Outra é o avião aparecer como moeda num contrato milionário com a família do juiz.

Quem compara as duas coisas não está informando, está manipulando o público.