O ex-comandante da Aeronáutica, Baptista Junior, lança dia 15 de setembro um livro chamado "Eu disse Não - Uma trincheira antigolpista", obviamente tentando se apresentar como uma espécie de salvador da democracia brasileira, em vez de um X9.
Foi ele a testemunha de acusação arrolada pela PGR contra Bolsonaro. A última a ser ouvida, e a mais citada na condenação.
Só que numa entrevista para a Folha, o sujeito fala o seguinte:
"Em primeiro lugar eu achei que o cancelamento da ação que levou Lula à cadeia era uma quebra do Estado democrático de Direito."
Ora, "quebra do Estado democrático de Direito" não é força de expressão. É o vocabulário exato da acusação que ele foi ao Supremo sustentar contra Bolsonaro.
Então ficamos assim: o sujeito que chama de golpe a descondenação de Lula é o mesmo que escreve um livro inteiro se gabando de ter garantido a posse dele.
Eis o nível intelectual e moral das nossas gloriosas Forças Armadas.
