No mesmo evento em São Paulo em que proibiu as bets, Lula anunciou o Desenrola 3.0, programa para comprar até R$ 150 bilhões em dívidas de famílias com atraso de dois a quatro anos e meio, com deságio mínimo de 90%. Repasse inicial de R$ 5 bilhões, podendo chegar a R$ 15 bilhões. Dívidas de até R$ 10 mil serão elegíveis. O ministro da Fazenda admite impacto primário nas contas públicas. Febraban vê potencial de melhoria no crédito, mas economistas alertam para o efeito temporário. O anúncio coincide com a liberação de emendas e reajustes em programas sociais. Governo estima que o programa ajude a reduzir a inadimplência recorde. Críticos apontam uso eleitoral puro: gasta agora e a conta fica para depois. Mais uma vez o petismo usa o dinheiro público como moeda de troca eleitoral. Em vez de reformar o Estado, cortar gastos e criar ambiente de crescimento, Lula distribui benefícios na reta final. O liberal clássico sabe que isso gera dependência, distorce incentivos e pressiona a dívida pública. O pobre paga a conta no longo prazo com inflação e juros altos.