Moraes acusou um colega do Supremo, André Mendonça, de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. A "prova"? Relatórios anônimos da PF, sem data, sem assinatura, sem autor, carimbados pela própria corporação: "DOCUMENTO DE TRABALHO - SEM VALOR PROBATÓRIO". Tudo dentro do inquérito das fake news, no mesmo dia em que Mendonça retirou o sigilo das peças que mostram a relação de Moraes com Vorcaro, o dono do Banco Master: pelo menos 52 mensagens, encontros, e o contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa do ministro.
A resposta de Mendonça, em 76 páginas, desmonta a operação. Moraes escreveu que requisitou os papéis por causa de "notícias da existência" dos relatórios, citando até os nomes envolvidos. Ou seja: sabia o conteúdo de documentos restritos antes de recebê-los, e a decisão não explica como. Pior: segundo Mendonça, a inteligência da PF passou pelo menos um mês fazendo "monitoramento e coleta dirigida" sobre um ministro do Supremo e sobre o advogado-geral da União. Por isso ele pede que a Presidência avalie investigar Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa, e mande descobrir quem produziu esses relatórios, por ordem de quem e para quê.
O sistema começou a se mover. Fachin tirou Moraes da condução das investigações do inquérito e disse que encerrá-lo é urgente, adotando passos nessa direção. Até a Globo mudou o tom, e o Merval admitiu ao vivo: "A gente tende a aceitar certas medidas que são claramente fora da lei, do normal, porque acha que o sujeito lá merece ser condenado". Ele descreveu, sem perceber, a definição exata de estado de exceção. Mas a militância de redação segue vendendo tudo isso como "defesa da democracia".
Errado. O que é ilegal contra um ministro do Supremo era ilegal contra o blogueiro, o deputado e o aposentado do 8 de janeiro. Se os procedimentos violaram a Constituição e o devido processo legal, só existe um caminho: anular TUDO, libertar os presos políticos, que se contam às centenas, e afastar as autoridades que impuseram esse regime!
E o eleitor precisa entender o prazo dessa escolha. A cadeira de Barroso segue vazia, e Fux, Cármen Lúcia e Gilmar saem por idade até 2030. Quatro cadeiras. Quase metade do Supremo. Mais um mandato do Descondenado significa a blindagem do ministro e a consolidação do estado de exceção por décadas.
