Engraçado, não lembro de ver esses ex-ministros do Supremo dizerem uma palavra contra o mar de abusos e ilegalidades que impôs um verdadeiro estado de exceção no Brasil nos últimos sete anos.
Ao contrário: bateram palmas para tudo.
Começando por Celso de Mello, que assina a carta e que, ainda no cargo, chegou a comparar o governo Bolsonaro à Alemanha nazista, dando verniz moral ao regime de censura e perseguição que se instalou em seguida.
Eles alimentaram o monstro, trataram-no como herói. Agora que os pecados ficaram grandes demais para serem varridos para baixo do tapete, querem posar de paladinos da moralidade.
Tarde demais. A história já registrou de que lado cada um estava.
