A arma de Alexandre de Moraes é escancarar a podridão do tribunal. Ótimo, que escancare.
Uma corte destruída por interesses particulares e enriquecimento ilícito, que se blinda perseguindo adversários políticos.
Para se defender, Moraes cria mais garantias do que a lei oferece. Aos que investigou, negou até as mais básicas. Garantista para si, implacável e perseguidor com os outros.
E já está claro: se sobreviver, quem defende a moral e a lei para tirá-lo do Supremo será tratado como golpista. Jornalista, político, empresário, juíz, todos no mesmo rito ditatorial imposto a Bolsonaro e seus aliados.
Quem aplaudiu e incentivou aquele julgamento vai descobrir o que chamou de “defesa da democracia”.
Se o placar hoje não for 4 a 3 pela abertura da investigação, com o afastamento imperativo e imediato de Moraes, o teatro estará confirmado: uma corte com medo dos próprios erros, que espera o tempo passar para deixar tudo como está e blindar um ministro atolado em crimes e cheio de dossiês.