O Descondenado precisava de um fato novo para ter alguma chance.
Esse fato novo foi costurado com o câncer político do Brasil: o Centrão. Em público, ele declarou apoio a Flávio, como hedge para o caso de vitória do senador. Na realidade, trabalha com todas as forças para manter o Descondenado na Presidência e deixar de pé o regime PT-Centrão-Supremo.
A coalizão entrou em crise com a indicação do “Bessias” para o Supremo, que poderia desequilibrar o poder na Corte a favor do PT. Voltou aos trilhos depois da intervenção de Moraes, que fez Lula e Alcolumbre fumarem o cachimbo da paz num jantar na casa do próprio Moraes.
Cada um tem o seu motivo.
Alcolumbre precisa manter a blindagem no caso Master. Lula, obviamente, quer manter o poder. Moraes precisa da blindagem no Senado, pois é o presidente do Senado quem abre impeachment de ministro do Supremo. E Moraes está muito exposto, tanto pela ligação com Vorcaro quanto pela pressão da direita pelo impeachment.
Hugo Motta, a mesma coisa: está enroladíssimo e precisa da blindagem.
Logo, fecharam com Lula para fazer o possível e o imaginável pela reeleição dele. É por isso que mais um tiro de canhão contra a economia brasileira foi disparado ontem, com a aprovação do fim da escala 6x1, a onze dias do segundo turno.
Não há nada ganho. A medida dá sobrevida ao Descondenado. Depois da aprovação, as chances de Lula nos mercados preditivos foram de 1 em 10 para 1 em 5. DOBRARAM.
Neste momento, o mercado precifica em 21% a chance do desastre.
